21 de novembro de 2013

Sabe aquele dia em que você acorda e sente que cansou de quebrar a cara com certas pessoas?

Uma hora a gente tem que aprender...
Sabe aquele dia em que você acorda e sente que cansou de quebrar a cara com certas pessoas? Pois é...nesses dias, a sua cabeça já amanhece doída de tanto pensar a respeito e, se duvidar, as pessoas que moram com você percebem umas fumacinhas saindo da sua "caixola".
Então, hoje foi um deles; abri meus olhos e já sabia que meu dia seria péssimo; por mim, ficaria deitada o resto que faltava pra completar as 24 horas, mas os deveres me chamaram.

Levantei sem disposição alguma e já recebi reclamação... "Coloque água e comida pra esse cachorro; varra a casa e vá para o dentista!". Ouvi tudo sem dizer um pio, afinal de contas, minha cabeça estava para explodir e eu não queria ter que ouvir mais blá blá blá. Fiz o que foi mandado e sentei à mesa para tomar café, vai que ele faz minha dor ir embora e melhora meu dia, né?

Quando minha xícara esvaziou, resolvi ir escovar os dentes e trocar de roupa, mas minha vontade era passar o dia de pijama, deitada na cama, com uma tigela de pipoca assistindo aos meus seriados e sonhando que, um dia, minha vida seria como a de um personagem da ficção. Porém, não tenho essa escolha e me contento, afinal não resta outra coisa. Me arrumo e vou para a parada de ônibus e, logo na esquina, um passa e já precinto "vou ficar na parada esperando a MERDA desse coletivo um bommmm teeemmmpoooo...". Penso isso, paro e penso "calma, não te resta outra coisa, garota."

Depois de vinte minutos, o coletivo aparece e tenho que encarar pessoas indesejáveis sentadas perto de mim. Não vejo a hora de ser independente e ter meu próprio carro e não ter que ver essa gente. Chego ao dentista uma hora depois e tenho que aguardar minha vez; enquanto isso, fico mexendo no celular, atualizando instagram e vendo facebook. Quando finalmente chega a minha vez, dou glória a Deus e entro para bater o raio X (até que enfim é um raio X, pelo menos vou sair daqui rápido), mas, como sempre, estava enganada. Tive que repetir o exame por que eu tinha mexido no "negócio" que o dentista colocou na minha boca.

Depois de, mais ou menos, 40 minutos naquele centro odontológico, fui liberada e corri para a parada do ônibus. Depois de uns 45 minutos chegou um e eu entrei, em seguida um menino, mais ou menos da minha idade, e a mãe dele. Graças aos céus o ônibus está vazio e, como qualquer pessoa, vou para a parte da sombra e com janela :B. Quando sentei, o menino passou a catraca e, com tantas cadeiras vagas no coletivo, ele resolve sentar do meu lado (isso é sacanagem comigo). Com uns dois minutinhos ao meu lado, o garoto começou a se aproximar de mim e eu não gostei nada disso. De início, pensei que é coisa da minha cabeça, mas, logo em seguida, ele se aproximou mais, deixando nossas coxas coladas, até que eu não aguentei mais, viro para ele, levanto e peço licença, afinal aquela situação estava RIDÍCULA. Fui para o lado do sol mesmo, encarava tudo, menos um folgado querendo tirar proveito de mim.

Ao chega em casa, me deparo com uma mensagem mais ridícula ainda, e, para piorar, de uma pessoa não muito agradável...tive vontade de jogar meu celular na parada, ir na casa daquela folgada e encher a cara dela de tapa e mais tapa, até ficar inchada. Mas, me contive, visualizei a mensagem e fingi que ela nunca tinha chegado ao meu lindo telefone que não merecia acabar na parede por causa de uma VACA racional (se é que eu posso compará-la ao pobre animal,né?!).

Esfriei a cabeça, entrei no computador e olhei meu facebook, nada de interessante...Depois disso, resolvi ir trocar de roupa e ir à academia e, chegando ao recinto, me deparo com a VACA ridícula e invejosa que, um dia, eu chamei de amiga. O engraçado é que eu não penso e, com a cara mais lavada do mundo, caminho até ela e dou um tapa na cara dela. De início, tenho pena, depois penso que foi merecido. Instantaneamente, digo "Isso, é para você não sair falando coisa que você não viu, sua vaca!". Óbvio que o rapaz responsável pelo lugar veio ao meu encontro e perguntou o que deu em mim e eu, simplesmente, falei "ela teve o que mereceu, acredite".

Ótimo mesmo foi que eu não fui expulsa da academia ou algo do tipo. Ele disse que eu poderia treinar naquele dia, caso eu não fizesse aquilo de novo. Claro, logo eu pensei "se ela sair do meu caminho, com a absoluta certeza a minha mão sai do caminho da cara dela."

Saí da academia mais leve do que pena e fui dormir com a cabeça vazia e sem nenhuma dor ou coisa do tipo, pensando que eu, realmente, cansei de aguentar besteiras de pessoas insignificantes.

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