1 de outubro de 2015

Nós na garganta, ao invés de borboletas no estômago!

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Três da manhã. Esse é o horário que o relógio da minha cabeceira marcava. Meu consciente manda eu dormir, enquanto a dor que eu sinto do lado esquerdo do peito impede de eu adormecer. Prometi a mim mesma que não deixaria sentir essa sensação por mais ninguém, até que você apareceu, com todo o seu jeito encantador, covinhas ao sorrir e toque de arrepiar. Não demorou muito para que eu me envolvesse. 

Acontece que você não está tão envolvido, o que me deixa com um nó na garganta, em vez de borboletas no estômago, o que me deixa com lágrimas dos olhos ao invés de brilho. Eu me sinto como se estivesse mergulhando em um mar de ilusão. 

Se eu pudesse escolher, tiraria você da minha cabeça, do meu coração e da agenda do meu telefone, para que eu não fique olhando o seu número cerca de cinquenta vezes ao dia e me perguntando se devo ou não ligar para você. Se eu pudesse escolher, optaria por curtir uma sexta-feira à noite ao lado das minhas amigas e paquerar os garotos da balada, em vez de ficar atualizando suas redes sociais para ver o que andas fazendo. Se eu pudesse, pararia de ficar escutando músicas românticas e associando-as a você. Se eu pudesse, pararia de escrever textos pensando no seu olhar. Se eu pudesse, não ficaria tão sem graça na sua presença.

É...se eu pudesse...Mas acontece que eu não posso. E, até que eu consiga fazer tudo isso, vou vivendo um dia de cada vez, torcendo para você, um dia, chegue a sentir metade do que eu sinto por você! 

Se eu pudesse, arrancaria esse sentimento de mim!

E foi exatamente essa última frase que fez com que eu adormecesse, fazendo com que as lágrimas parasse de molhar meu travesseiro. 

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